Blog do Puntel

UM GUARDA-ROUPA DIFERENTE

Puntel


Que traje retiramos do guarda-roupas para irmos a um evento informal? Terno? Vestido longo? Lógico que não! Escolhemos roupas que usamos constantemente, a chamada “roupa casual”. Se o evento for um casamento, ou uma festa de aniversário, aí sim nos valemos de outro tipo de vestimenta, ou seja, um traje adequado à ocasião. 


Inventemos, agora, a metáfora do “guarda-roupa de palavras”. Assim, ao escolhermos palavras para os temas exigidos nos vestibulares de redação, seja ENEM, FUVEST, UNICAMP, ITA, VUNESP, entre tantos outros concursos de ingresso à faculdade, temos que ir ao “guarda-roupa de palavras. 


Se o tema é, por exemplo, “manipulação midiática”, vamos ao “guarda-roupa de palavras” e selecionamos expressões propícias ao tema, como: “agências noticiosas”, “patrocinadores”, “concessão estatal”, “canais televisivos”, “mídia televisiva e impressa”, entre tantos outros termos. Se o tema é, por exemplo, “morte das línguas”, o “guarda-roupa de palavras” nos apresentará expressões como “Unesco”, “cerca de 7 mil línguas faladas”, “extinção de línguas fadadas a desaparecerem”, entre outras expressões pertinentes ao tema. 


Mas, como o candidato aos vestibulares obterá esta seleção? Como ele ou ela saberá que palavra é adequada a determinado tema? É aí que entra a leitura constante de artigos de jornal, de notícias jornalísticas, de romances, de textos os mais variados. Só assim os candidatos se capacitarão a dominar o que o educador Paulo Freire definia como “leitura de mundo”. É na leitura que ele se capacita a ter criticidade e argumentos pertinentes aos mais variados temas. Portanto, reservemos tempo necessário para enriquecer o nosso “guarda–roupa de palavras”. 


Luiz Puntel


 

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