Professor Puntel

Fale-nos um pouco de sua vida profissional.

Eu me formei em Letras no ano de 1974; portanto, há mais de 40 anos. E, desde então, estou em sala de aula. Já dei aula para alunos do curso de alfabetização em hospital psiquiátrico e, depois, para alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e cursinhos pré-vestibulares. Além disso, lembro-me com carinho do meu tempo de professor de Literatura Brasileira na FAFICA, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Catanduva.


E como era este trabalho junto aos doentes mentais?

Na década de 70, ainda estudante, eu trabalhava como Auxiliar de Assistente Social do Hospital Psiquiátrico Santa Teresa, em Ribeirão Preto. Surgiu, então, o desejo de um grupo de internados alcoólatras de se alfabetizarem. Foi um momento muito rico da minha vida profissional. Até hoje me lembro do nome de muitos deles. Inclusive, recentemente, eu fiz uma crônica, publicado no jornal A Cidade, onde escrevo regularmente, e comentei as saudades daquele tempo...


E como foi trabalhar com universitários?

Sim, eu fazia Mestrado, e o saudoso professor Jesus Durigan, a quem devo muito do que aprendi de teoria literária, me indicou como professor na FAFICA, Faculdade de Letras de Catanduva. Foi um momento também muito rico. O contato com jovens universitários, seus sonhos, incertezas, tudo isso sempre me confirmou a opção de investir no professor que me habita.


E como surgiu a Oficina Literária?

Na década de 80, eu era professor de redação do Sistema COC de Ensino e escriturário do Banco do Brasil. Mas, resolvi iniciar um trabalho de curso particular de redação, o embrião da Oficina Literária. Começamos em casa com 5 ou 6 alunos. Logo já eram 60. E já na década de 90, em novembro, para ser preciso, mudamos para o prédio onde estamos até hoje.


Além disso, o senhor escreveu vários livros, não?

Ah, sim! Este é outro lado que prezo muito. Eu sempre tive, desde pequeno, facilidade para escrever. Lembro-me que, na terceira série do então Grupo Escolar, eu já escrevia no jornalzinho que a professora Elza Franklin de Almeida publicava, no Grupo Escolar Guimarães Júnior. E eu sempre fui de ler muito, o que é fundamental para incrementar o vocabulário, os argumentos, a construção textual.


A prática de escrever crônicas para jornal diário me levou, posteriormente, a publicar livros juvenis na série Vaga-Lume, da Editora Ática e na Editora Palavra Mágica. São mais de três milhões de exemplares vendidos, que correram mundo. Inclusive são livros traduzidos para o japonês e o italiano. E amei escrever todos eles: Meninos sem pátria, Açúcar Amargo, Missão no Oriente, Soco no Estômago, Tráfico de Anjos, entre outros, ressaltando O Grito do Hip Hop e uma coleção de livros didáticos para a Editora Atual, escritos a quatro mãos, com a saudosa professora Fátima Chaguri.

Outro dia, foi com satisfação que soube, pela professora Paula Garcia, que os alunos do curso de português na Universidade de Xiseu, na China, lêem meus escritos. Isso gratifica porque o livro é de quem o lê, não mais de quem o escreve!


Professor, e o seu trabalho como palestrante e mestre de cerimônias?

Como palestrante, já estive em vários estados brasileiros, onde participei de centenas de eventos na área educacional, ministrando cursos sobre literatura, sobre oficinas de produção de textos e capacitação para professores.

Como mestre de cerimônias, já atuei em dezenas de eventos, seja em Ribeirão Preto, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, entre inúmeras outras cidades.

E dos eventos todos, entre eles apresentação de governadores e ministros, lógico que tem aquele que mais marca. Foi em 1999, em Curitiba, quando tive o privilégio de apresentar Tenzin Gyatso, Sua Santidade o 14º Dalai Lama. E, em seguida, o show que aconteceu, com a participação da Orquestra Sinfônica do Paraná, Rita Lee, Gilberto Gil, Alba Ramalho, entre outros artistas.




 

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