Professora Isabela

Isabela, em que momento você decidiu ser professora?

Antes de entrar na faculdade, sonhava em ser jornalista ou tradutora. Sempre gostei muito de ler e essas duas carreiras me encantavam. Mas, no Ensino Médio, tive uma professora de literatura que mudou o rumo da minha vida profissional. A professora Cila, apesar do seu jeito sério, fez com que eu me apaixonasse ainda mais pela leitura e pela literatura. Por isso, quando fui prestar vestibular, optei pelo curso de Letras.s


Como foi a sua trajetória na universidade, professora?

Ingressei na faculdade recém-saída do Ensino Médio. Na UNESP de Araraquara, cresci e aprendi muito. Fui bibliotecária de uma biblioteca específica de literatura portuguesa, o “Centro de Estudos Portugueses Jorge de Sena”. Depois, comecei a dar aulas particulares de português e inglês. No último ano, me tornei monitora de língua e literatura italiana, idioma que segui e em que me diplomei.


Conte-nos um pouco da sua vida profissional.

Depois que me formei, trabalhei como corretora de redação no COC de Ribeirão Preto. Lá aprendi muito. Depois, comecei a dar aulas para alunos do Ensino Médio e curso pré-vestibular no COC de Araraquara. Desde então, trabalho com aulas de Redação, Interpretação de textos e Literatura para esse público. O foco é sempre o vestibular.


E quando você começou a fazer parte da Oficina Literária Puntel?

Quando entrei na Oficina, já fiquei entusiasmada com a dinâmica: as salas de aulas organizadas em círculo, trabalhar com grupos reduzidos, fazer a correção e a devolução individual das redações, tudo isso traz uma proximidade e envolvimento maior no desenvolvimento do trabalho com os alunos.

Leciono há 12 anos. Atualmente estou exclusivamente na Oficina, lecionando nos cursos para alunos de Ensino Médio e Pré-vestibular, além do “Ideias no Papel”, um curso de português, voltado ao público adulto.


Fale um pouco da sua experiência com alunos adultos.

Inicialmente, foi um grande desafio, pois trabalhar com adultos é diferente. Eles têm outros interesses: muitos estão terminando a graduação ou ingressaram em cursos de pós-graduação, então, precisam escrever textos mais elaborados. Existem aqueles que prestam concursos públicos, por isso desejam aprimorar seus conhecimentos gramaticais. São sempre turmas heterogêneas, mas muito dedicadas, e isso é muito gratificante.


Você divide as turmas com o Professor Puntel, certo? Como é essa parceria?

Quando visitei a Oficina pela primeira vez, tive uma grata surpresa. Ao olhar para os quadros pendurados em uma parede, notei que um deles era a capa de um livro que havia lido na escola, já há bastante tempo. Fiquei um certo tempo admirando o quadro, até que o professor Puntel perguntou: “Você já leu este livro?” Acenei afirmativamente com a cabeça e ele me disse, com simplicidade, “Fui eu que escrevi.”

Fiquei mais admirada e entusiasmada ainda. Desde então, a parceira não poderia ser melhor. Juntos, toda semana, preparamos o material, as aulas e corrigimos as redações dos nossos alunos. A sintonia entre nós foi se desenvolvendo com o passar dos anos e hoje somos grandes parceiros e amigos.


Por que você decidiu ser professora?

Eu não decidi ser professora, a profissão me escolheu. Quando comecei a dar aulas, não consegui parar. Apesar de ser uma carreira desvalorizada no nosso país, eu acredito que a educação tem um poder de transformação muito forte. E pensando na minha capacidade de transformar a realidade, eu abraço a minha profissão. Por isso, acredito numa frase do professor Paulo Freire, que diz o seguinte: “Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito, e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer”.



 

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